Menos de trinta dias após sua última alta hospitalar, Jair Bolsonaro (PL) expressa a intenção de se submeter a novo procedimento cirúrgico. Na noite desta terça-feira (21), advogados do ex-presidente condenado protocolaram um pedido junto ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitando autorização para uma cirurgia no ombro direito.
Os defensores de Bolsonaro argumentam que a operação se tornou imprescindível devido à falha no tratamento anterior e à deterioração de seu estado de saúde. A expectativa é que o procedimento aconteça ainda esta semana, possivelmente na sexta-feira (24) ou no sábado (25).
A solicitação menciona que o ex-presidente sofre com dores constantes e limitações nos movimentos, mesmo com o uso contínuo de analgésicos. O documento ainda destaca “lesões severas no manguito rotador” — músculos e tendões que cercam a articulação do ombro — além de complicações associadas.
“A realização de um procedimento cirúrgico para reparar o manguito rotador do ombro direito e as lesões relacionadas foi formalmente recomendada, utilizando técnica artroscópica”, afirmou a defesa.
O texto ressalta que a necessidade da intervenção não é motivada por “simples conveniência pessoal”, mas por uma “necessidade terapêutica concreta, respaldada por avaliação técnica especializada”.
Os advogados acrescentaram que manter o atual quadro clínico “implica em restrições ao direito fundamental à saúde e ao acesso ao tratamento adequado”.
“O objetivo é viabilizar o tratamento médico necessário para preservar a integridade física, a funcionalidade do membro afetado, assim como garantir a qualidade de vida e dignidade do requerente”, concluiu o pedido.
Vale ressaltar que esta não é a primeira vez que os advogados tentam solicitar um novo procedimento. No início de abril, eles já haviam enviado ao STF relatórios médicos que indicavam a urgência de uma nova cirurgia.
Prisão Domiciliar
Desde 27 de março, Jair Bolsonaro está sob prisão domiciliar, após receber alta hospitalar. Em sua residência, o ex-presidente condenado precisa seguir diversas regras estabelecidas por Alexandre de Moraes durante os primeiros 90 dias do regime. Essas normas incluem proibição do uso de celular e limitações nas visitas.
Bolsonaro foi sentenciado a 27 anos e 3 meses de reclusão por ter liderado uma tentativa de golpe para permanecer no poder após sua derrota nas eleições presidenciais de 2022 para Lula (PT).