CBF: A Urgente Necessidade de Resgatar o Futebol Brasileiro

A CBF deve promover transformações no futebol brasileiro para que possamos reduzir nossa desvantagem.

“É um esporte diferente”, repetiram, sem receio de usar clichês, muitos que ficaram impressionados ao ver o PSG vencer o Bayern por 5 a 4.

Na verdade, não é. E isso representa um grande problema para nós. O que nos resta é uma versão distorcida do que deveria ser o mais belo espetáculo esportivo. O balé europeu se torna aqui algo semelhante a uma comédia pastelão ou a um rabo de arraia.

É fundamental agir. Mudanças são urgentes. É evidente que, devido àquele que cria e destrói belezas, nunca alcançaremos aquele patamar. Eles recrutam nossos talentos antes mesmo de se tornarem estrelas e nos devolvem jogadores veteranos em fim de carreira.

O Neymar que joga ao lado de Messi e Suárez é bem distinto do Neymar que faz jogadas com Rollheiser e Gabigol.

Mas o que podemos fazer, então?

É necessário transformar a atitude dos jogadores brasileiros durante as partidas. Essa mudança deve ter início nas categorias de base e requer orientações claras para os árbitros.

A palhaçada de colocar as mãos no rosto e rolar no chão após cada contato precisa ser erradicada. Isso já está enraizado até nas categorias sub-10. Quantas vezes isso acontece em um jogo? Todos devem receber cartões amarelos por essa simulação. Em caso de reincidência, cartão vermelho. Mesmo que resulte em equipes com apenas nove jogadores em campo.

A postura da imprensa também precisa ser revista. Deyverson, o maior simulador do futebol, é tratado como uma figura folclórica, como se fosse um “maluco beleza”. Isso é um retrocesso. Existem muitos outros casos semelhantes. É proibido criticar esse tipo de fingimento?

A prática da cera precisa ser combatida com rigor. Todo goleiro que está ganhando cai como uma jaca madura a cada defesa realizada, mesmo sem qualquer contato físico. As câimbras surgem do nada e o tempo é desperdiçado.

E quanto à regra dos oito segundos? Se um goleiro demorar mais do que esse tempo para reiniciar o jogo, sua equipe deve ser punida com um escanteio e ele deve receber um cartão amarelo. Quantas vezes essa regra é aplicada?

Quando os árbitros vão ao VAR, são cercados por jogadores das duas equipes. Essa pressão intensa se repete em várias jogadas. Onde está a norma que permite apenas ao capitão dialogar com a arbitragem?

O jornalista Gian Oddi apontou que na partida entre PSG e Bayern houve dez minutos a mais de bola rolando do que em Cruzeiro e Boca Juniors. Poderia ter sido ainda mais irônico se não fossem os nove gols marcados.

Precisamos buscar constantemente garantir 60 minutos de bola em jogo. Mesmo que isso exija acréscimos de 15 minutos no final das partidas. Ou se corre durante os jogos ou se arrasta na prorrogação.

A justiça desportiva deve operar efetivamente. Nenhuma razão justifica punições brandas aos jogadores do Cruzeiro e do Atlético durante a final do Mineirão, quando 23 deles foram expulsos após cenas inaceitáveis.

Temos bons jogadores, estádios adequados e o futebol praticado aqui pode superar muito o que vemos atualmente.

É essencial que isso se manifeste. Nem que seja à força.

 

By Ribeirão News

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