Em maio, o preço do tomate registrou um aumento significativo de 20,62%, conforme dados do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Essa alta coloca o tomate entre os principais responsáveis pela inflação do mês, que atingiu a marca de 0,58%.
A comparação com abril revela uma aceleração alarmante, visto que o produto já havia apresentado um aumento de 6,13% no mês anterior. O salto registrado em maio mais que triplica a pressão anterior, sugerindo um choque na oferta que surpreendeu a cadeia de abastecimento.
O cenário atual é bastante distinto do observado há um ano. Em maio de 2022, o tomate registrava uma deflação expressiva de 13,52%. Aqueles que pagavam menos pelo quilo agora enfrentam uma realidade de preços que impacta fortemente o planejamento financeiro das famílias.
Analisando o período de 12 meses, o aumento acumulado do tomate atinge 28,56%. Esse índice acaba por anular os benefícios que as famílias poderiam ter obtido com a queda nos preços de alguns itens e continua a pressionar a cesta básica.
Esse dado anual representa uma reviravolta drástica se comparado ao acumulado de -7,83% observado em abril. Em apenas um mês, a variação passou de um recuo para uma expansão próxima a 30%, ilustrando o choque no varejo e nas prateleiras dos supermercados.
A comparação com maio do ano passado evidencia ainda mais essa mudança. Naquele período, o acumulado em 12 meses mostrava uma queda de 11,07%. O que se observa hoje é uma diminuição acentuada do poder aquisitivo dos consumidores, disfarçada pela volatilidade típica dos produtos hortifrutigranjeiros, mas com uma intensidade notável.
Dentre as causas desse aumento estão fatores climáticos e o encarecimento do frete devido à alta nos preços dos combustíveis. Enquanto outras culturas apresentam sinais de estabilização, o tomate segue junto a produtos como batata e pepino para lembrar que a inflação alimentar continua sendo um desafio considerável para o governo e uma preocupação diária nas feiras livres.
Com informações de DIARIODIGITAL.