Pré-candidato do PRTB enfrenta acusações sérias e se torna réu na Justiça Eleitoral

Leonardo Alves de Araújo, popularmente conhecido como Leonardo Avalanche, é o presidente nacional do PRTB e um dos pré-candidatos à Presidência da República. Recentemente, ele se tornou réu na Justiça Eleitoral de São Paulo, enfrentando acusações de violência política e associação criminosa. As denúncias contra Avalanche foram apresentadas pelo Ministério Público em janeiro deste ano, e as alegações foram mantidas pela Justiça.

Conforme o promotor Renato Kim Barbosa, Avalanche teria planejado fraudes durante a eleição interna do partido em janeiro de 2024. Após essa fraude, ele passou a perseguir e ameaçar uma colega de sigla, Rachel de Carvalho, utilizando ofensas misóginas e até ameaças de morte. O político refuta todas as acusações que lhe são atribuídas.

A situação de Avalanche, que responde a um processo na Justiça Eleitoral enquanto busca uma candidatura ao cargo mais alto do Executivo federal, levanta questionamentos sobre sua liderança no partido e a legitimidade dos processos internos da legenda.

Embora a aceitação da denúncia pela Justiça não signifique condenação imediata, ela indica que o Judiciário considera haver evidências suficientes para que Avalanche enfrente as acusações formalmente.

Fraudes eleitorais e ameaças misóginas

Segundo o promotor Renato Kim Barbosa, as irregularidades tiveram início na eleição interna do PRTB ocorrida em janeiro de 2024.

A denúncia sugere que Avalanche teria articulado uma fraude para assegurar sua vitória no pleito interno, recrutando indivíduos que se apresentaram como fundadores do partido utilizando documentos falsificados.

Essa manobra garantiu a ele o controle sobre a legenda e facilitou a perseguição ao grupo opositor dentro da própria agremiação.

A principal vitima mencionada na denúncia é Rachel de Carvalho. O promotor relata que, após a vitória obtida de forma fraudulenta, Avalanche começou a assediar Rachel, utilizando-se de ameaças e humilhações, incluindo ofensas relacionadas ao seu gênero para dificultar sua atuação como membro do partido.

Durante encontros presenciais, ele teria feito declarações misóginas como “mulher só serve para cumprir cota”, além de ter pressionado Rachel a participar de esquemas ilícitos contra prefeitos e outros políticos.

As ameaças relatadas são extremamente sérias. O promotor afirma que Avalanche informou a Rachel que ao receber um código específico junto à frase “pega a tua vara e vá pescar”, ela deveria se despedir dos familiares pois estaria em risco de morte.

Em outra ocasião, Rachel foi forçada a assinar uma renúncia digital sob forte pressão psicológica e com advertências sobre seu destino caso não obedecesse: “você vai frequentar mais o cemitério caso não faça isso”.

No âmbito penal, Rachel apresentou testemunhos detalhados sobre as intimidações sofridas. Um incidente notável ocorreu em março de 2024 durante um evento realizado em um restaurante localizado na Mooca, Zona Leste de São Paulo, onde Avalanche declarou que ela não deveria ser um entrave em sua vida. Essas acusações refletem um padrão sistemático de violência política baseada no gênero visando coibir ou dificultar os direitos políticos das mulheres.

A defesa de Avalanche e andamento dos processos

Avalanche nega todas as acusações dirigidas contra ele. Em comunicado oficial, o pré-candidato afirmou que irá contestar “todas as alegações feitas pelo Ministério Público”, prometendo apresentar provas e garantir seu direito ao contraditório e à ampla defesa no processo judicial.

Ele também destacou que o recebimento da denúncia não implica em condenação nem validação das informações apresentadas, invocando assim sua presunção de inocência.

Além do processo em curso na Justiça Eleitoral paulista, as ameaças contra Rachel seguem sendo investigadas na esfera penal da Justiça Estadual. Avalanche ainda enfrenta uma ação penal no Distrito Federal relacionada à fraude eleitoral; há também denúncias acerca de suposta influência sobre tribunais superiores e conexões com organizações criminosas. Contudo, o status atual dessas investigações ainda precisa ser confirmado e está sujeito a apurações adicionais.

By Ribeirão News

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