O primeiro trimestre de 2026 foi encerrado pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) com um lucro recorrente de R$ 3,1 bilhões, um aumento de 17% em relação ao mesmo período do ano anterior.
No total dos últimos 12 meses, o lucro recorrente alcançou R$ 15,6 bilhões, superando o recorde estabelecido anteriormente de R$ 15,2 bilhões ao final de 2025.
Essa informação foi divulgada por Alexandre Abreu, diretor Financeiro e de Mercado de Capitais do BNDES. Ele ressaltou a trajetória consistente de crescimento do banco: “No final do ano passado, obtivemos um resultado histórico. O lucro foi de R$ 15,2 bilhões. Agora, no primeiro trimestre deste ano, novamente estabelecemos um recorde, com R$ 15,6 bilhões referentes aos lucros recorrentes nos últimos 12 meses”, afirmou Abreu.
Os ativos totais da instituição atingiram a cifra de R$ 995 bilhões durante o período, representando o maior valor já registrado na história do BNDES. A carteira de crédito subiu para R$ 678,2 bilhões, uma elevação de 14% comparado ao primeiro trimestre de 2025 e o nível mais alto desde 2016. Além disso, o patrimônio líquido do banco chegou a R$ 192 bilhões.
Os resultados operacionais também mostraram um crescimento significativo. As aprovações de crédito totalizaram R$ 45,7 bilhões, marcando um aumento anual de 37%, enquanto os desembolsos alcançaram R$ 36,2 bilhões, representando uma alta de 44% em relação ao mesmo período do ano passado.
A liderança no crescimento das aprovações ficou com o setor de infraestrutura, que teve um aumento de 51%, com um volume atingido de R$ 13,4 bilhões. O setor industrial apresentou uma expansão ainda maior, com crescimento de 67%, somando R$ 8 bilhões em aprovações. Já a agropecuária avançou em 40%, alcançando R$ 9,1 bilhões no mesmo período.
Outro destaque foi o segmento das microempresas, pequenas e médias empresas (MPMEs), que também registrou crescimento notável nas aprovações em comparação ao ano anterior. As garantias oferecidas por fundos garantidores nas operações realizadas por agentes financeiros totalizaram R$ 20,8 bilhões, ampliando o alcance do BNDES junto aos pequenos negócios da economia.
A qualidade da carteira acompanhou esse crescimento robusto. A taxa de inadimplência para atrasos superiores a 90 dias ficou em apenas 0,046%, significativamente abaixo da média do Sistema Financeiro Nacional que é atualmente de aproximadamente 4,33%, sendo que para grandes empresas essa média é de cerca de 0,60%.
O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, atribuiu esse desempenho ao reconhecimento crescente do setor produtivo sobre as capacidades operacionais do banco. “Analisando nosso histórico recente, observamos uma trajetória forte e consistente de crescimento. Isso reflete não somente em números mas também na percepção dos empresários sobre nossas entregas. Cada vez mais projetos estão chegando até nós”, declarou Mercadante.
Esses resultados consolidam o papel central do BNDES na política federal de desenvolvimento econômico ao promover simultaneamente avanços nos setores de infraestrutura, indústria e agropecuária além dos pequenos negócios. A instituição opera atualmente com ativos próximos a R$ 1 trilhão, reafirmando sua importância estratégica no financiamento a longo prazo da economia brasileira.
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