China inicia implementação de rede pré-6G e impulsiona busca por internet até 100 vezes mais veloz que o 5G

A China deu um passo significativo ao iniciar a fase de testes para redes pré-6G, com a implementação de sistemas experimentais. Essa iniciativa se antecipa a uma nova tecnologia que promete oferecer velocidades até 100 vezes superiores às do 5G.

É importante ressaltar que esse progresso ainda não é comercial.

Estamos diante de uma rede experimental em campo, projetada para validar as tecnologias que integrarão o padrão global do 6G nos próximos anos.

Apesar disso, essa evolução é bastante significativa.

De acordo com informações de autoridades chinesas, o país já finalizou a primeira fase de testes do 6G, acumulando mais de 300 inovações cruciais relacionadas à nova era das telecomunicações.

No momento, a China avançou para a segunda fase dos testes.

Essa etapa contempla avaliações que se aproximam da aplicação prática, promovendo a integração entre redes terrestres, satélites e sistemas inteligentes.

Diferentemente do 5G, o 6G não se limita apenas a aumentar a velocidade.

Esse novo sistema será uma rede integrada.

A proposta é conectar terra, ar e espaço, unindo satélites, drones e infraestrutura terrestre em um único sistema contínuo.

Tal mudança redefine o padrão global de comunicação.

Na prática, isso significa que os usuários poderão acessar conexão direta via satélite em seus celulares, sem depender exclusivamente de torres tradicionais.

A velocidade também é um aspecto importante a ser mencionado.

Pesquisas indicam que o 6G pode atingir taxas de transmissão na faixa dos terabits por segundo, superando consideravelmente o desempenho do atual 5G.

Essa capacidade permitirá o desenvolvimento de aplicações atualmente limitadas, incluindo:

  • internet holográfica
  • cidades totalmente conectadas
  • veículos autônomos em larga escala
  • inteligência artificial integrada à rede

A base tecnológica necessária para essa transformação já está em construção. A China se destaca também em áreas complementares como comunicação óptica e na integração das redes de fibra e wireless, com progressos documentados em estudos recentes.

No entanto, o cronograma global para implementação dessa tecnologia ainda é extenso. Especialistas estimam que o 6G comece a ser disponibilizado no mercado entre 2029 e 2030, após a definição dos padrões internacionais necessários.

Dessa forma, as iniciativas atuais da China são uma forma de antecipação estratégica.

A intenção é testar as tecnologias agora para garantir liderança futura.

A disputa pelo domínio no 6G reflete um cenário geopolítico similar ao observado com o 5G, onde China, Estados Unidos e Europa competem pela liderança tecnológica e pela definição dos padrões globais. A nação que emergir como líder nesta fase terá considerável vantagem industrial e influência sobre a infraestrutura digital mundial.

No contexto brasileiro, essa movimentação serve como um alerta. O Brasil ainda está focado na expansão do 5G, enquanto grandes potências já estão testando o 6G. Isso pode resultar em um aumento da defasagem tecnológica do país. Contudo, também pode abrir oportunidades estratégicas. Envolver-se em testes, formar parcerias e participar do desenvolvimento pode ajudar a evitar uma dependência total de tecnologias externas.

A mensagem central é sobre antecipação. Embora o 6G ainda não esteja disponível no mercado, ele já começou a ser desenvolvido e implementado experimentalmente pela China, que está entre os primeiros países a transformar essa tecnologia em realidade tangível.

By Ribeirão News

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