Na quarta-feira (19), Fernando Haddad, do Partido dos Trabalhadores, que busca o governo de São Paulo, afirmou que a candidatura de Flávio Bolsonaro, representando o PL, é um “grave risco institucional” para o Brasil.
Essa declaração ocorreu durante uma sabatina organizada por O Globo, CBN e Valor Econômico, que contou com a mediação dos jornalistas Vera Magalhães, Marcello Corrêa e Guilherme Muniz.
Ao ser questionado sobre se sua candidatura ao governo paulista poderia prejudicar o projeto nacional de Lula, Haddad apresentou sua perspectiva. “Na minha visão, existe um projeto nacional e o Brasil corre um sério risco institucional”, declarou, referindo-se à candidatura presidencial de Flávio Bolsonaro.
O candidato petista intensificou suas críticas ao senador. “Não sei se todos conhecem Flávio Bolsonaro como eu conheço, mas esse rapaz representa um risco para o país. Ele é uma grande preocupação em termos econômicos, sociais e internacionais. Não consigo imaginar a possibilidade de ele assumir a presidência da República”, afirmou.
Segundo Haddad, sua participação na eleição paulista não diminui a força do campo progressista no cenário nacional; pelo contrário, ela a fortalece.
Contexto político
Haddad posicionou sua candidatura como parte de um esforço abrangente em dois níveis. “Estou envolvido em um projeto nacional e também em um estadual. O objetivo do projeto estadual é informar a população sobre os conhecimentos que adquiri. É meu dever cívico esclarecer a opinião pública como candidato de oposição”, explicou.
Reconhecendo a magnitude do desafio em São Paulo, o petista foi claro: “Estou plenamente consciente das dificuldades que enfrento contra esse bloco formado por todo centrão e o bolsonarismo em torno do Tarcísio”.
Entretanto, fez uma observação importante sobre o cenário federal: Flávio Bolsonaro não conseguiu formar alianças tão amplas e acabou “ficando isolado, precisando escolher um vice dentro do próprio partido”.
Criticas adicionais a Flávio Bolsonaro
A forma como Haddad expressou suas opiniões traz um alerta intencional: ao mencionar que “não sabe se todos conhecem Flávio Bolsonaro” como ele conhece, sugere que o verdadeiro perfil do senador ainda não foi completamente revelado ao eleitorado.