Líder da AtlasIntel critica decisão de Nunes Marques e afirma: “Flávio Bolsonaro sai perdendo com a Quaest

Na manhã desta quarta-feira (10), Andrei Roman, que ocupa o cargo de CEO da AtlasIntel, fez comentários sobre os resultados da pesquisa Genial/Quaest.

Ele observou que “os dados da pesquisa Quaest foram menos favoráveis a Flávio Bolsonaro do que as informações obtidas pela Atlas”. Além disso, enfatizou que isso “reforça a ideia de que a hipótese de contágio decorrente de viés no questionário ou de testes em vídeo não se sustenta. Ao invés de lutar contra a realidade, o melhor caminho seria aprimorar a campanha”.

Confira abaixo:

https://x.com/andrei__roman/status/2064661393341657448

Censura na divulgação

O ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), determinou na última segunda-feira (9) a retirada e suspensão da divulgação de uma pesquisa eleitoral elaborada pelo Instituto AtlasIntel, que indicava uma diminuição nas intenções de voto para o senador Flávio Bolsonaro.

Essa decisão foi tomada em resposta a um pedido do Partido Liberal, impedindo que o instituto mantenha o levantamento em seus canais oficiais até nova avaliação por parte da Justiça Eleitoral.

A pesquisa havia sido publicada em maio, após a divulgação de um áudio supostamente atribuído a Flávio Bolsonaro, onde ele conversava com o banqueiro Daniel Vorcaro. O estudo revelou uma redução de cinco pontos percentuais nas intenções de voto do pré-candidato do PL.

Ao analisar a situação, Nunes Marques destacou haver indícios de que a forma como o questionário foi estruturado poderia ter influenciado as respostas dos entrevistados, comprometendo assim a imparcialidade da pesquisa.

Suspeitas sobre as respostas

O ministro declarou que a polêmica vai além de uma simples discordância metodológica, levantando suspeitas sobre o uso do questionário como um meio para induzir as respostas dos participantes.

“A controvérsia apresentada nos autos não se resume à mera divergência quanto às opções metodológicas adotadas pela parte representada, mas envolve alegações concretas sobre uma possível utilização do questionário como um mecanismo para induzir o entrevistado”, escreveu o magistrado.

A decisão individual ainda será analisada pelo plenário do TSE durante uma sessão marcada para esta terça-feira (10), quando os demais ministros avaliarão o caso.

By Ribeirão News

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