O futuro do queijo mineiro em risco? Descubra três estados surpresas no Prêmio Queijo Brasil 2026

A nona edição do Prêmio Queijo Brasil, realizada em 2026 no Parque Vila Germânica, em Blumenau (SC), destacou-se não apenas pela quantidade inédita de participantes, mas também pelo notável progresso qualitativo de regiões fora do tradicional eixo de produção de laticínios. O evento contou com a participação de 583 produtores oriundos de 347 municípios, abrangendo 19 estados e o Distrito Federal, que inscreveram um total recorde de 2.720 produtos, representando um aumento de 18,7% em comparação à edição anterior.

Minas Gerais manteve sua posição histórica ao liderar o ranking geral com 619 prêmios. Entretanto, o destaque nos bastidores e nas mesas de jurados foi para a excelência demonstrada por produtores do Paraná, Santa Catarina e Ceará, cujos queijos impressionaram especialistas e avaliadores de todo o Brasil.

O Paraná garantiu a segunda colocação no pódio geral, evidenciando a profissionalização e o comprometimento das queijarias paranaenses com padrões internacionais. As cooperativas e queijarias artesanais do estado apresentaram queijos coloniais sofisticados e maturados, recebendo um grande número de medalhas nas categorias mais desafiadoras da competição.

Dentre os premiados, os queijos Origem, Granatoo e Tomme Negro D’Oeste, elaborados pelo Laboratório de Queijos Finos do Biopark, conquistaram medalhas de ouro na competição.

Como anfitriã do evento, Santa Catarina ficou em terceiro lugar e se destacou pela qualidade técnica dos seus produtos. O júri elogiou especialmente a produção local de queijos de mofo branco, queijos coloniais refinados e derivados lácteos ovinos e caprinos, ressaltando a combinação entre tecnologia avançada, rigorosa higiene e um terroir singular.

A edição de 2026 trouxe uma novidade marcante da Região Nordeste: o Ceará se destacou como uma das maiores surpresas ao conquistar 57 medalhas. O estado demonstrou a força da sua queijaria autoral ao superar desafios climáticos regionais e entregar queijos com sabores ricos e identidade forte.

Outros destaques da edição 2026

São Paulo também se fez notar no Prêmio Queijo Brasil 2026, reafirmando sua importância em inovação técnica dentro do agronegócio lácteo. Os produtores paulistas sobressaíram especialmente nas categorias de queijos autorais e na utilização de leites especiais (como os de cabra e búfala) além dos maturados por longos períodos.

A performance destacada dos produtores do estado reflete o significativo investimento em qualificação técnica, biossegurança e valorização do leite. As queijarias localizadas na Mantiqueira paulista, no Vale do Paraíba e na Região Central conquistaram medalhas (ouro e prata) por suas abordagens criativas no uso de ingredientes locais e técnicas refinadas.

Juntamente com o Rio Grande do Sul, que garantiu 106 medalhas nesta edição, ficou evidente o papel histórico dessas regiões na produção artesanal de queijos.

Números Gerais e o Impacto no Setor

Na avaliação deste ano, participaram 583 produtores representando 347 municípios em 19 estados além do Distrito Federal. A agricultura familiar mostrou-se essencial na competição, correspondendo a 31,6% dos inscritos (com mais de 860 produtos). Após as análises sensoriais realizadas pelos jurados foram concedidas um total de 1.687 medalhas nacionais: sendo 478 delas ouro, 750 prata e 459 bronze.

Outra inovação introduzida nesta edição foi a criação das chancelas regionais por Unidade da Federação (Melhor Queijo, Melhor Doce de Leite e Melhor Produto Lácteo), proporcionando reconhecimento aos campeões locais que contribuem para o desenvolvimento regional em todo o Brasil.

By Ribeirão News

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