Na última quarta-feira (17), o seminário “Tarifa Zero no Brasil: desafios, expectativas e perspectivas” foi realizado pelo Fórum, com o suporte do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal. O evento teve como destaque a participação de Celso Haddad, presidente da EPT Maricá, que discutiu a implementação da Tarifa Zero na cidade, uma das pioneiras no país ao adotar a gratuidade no transporte público.
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No painel intitulado “Experiências Tarifa Zero no Brasil”, Haddad refutou a ideia de que a Tarifa Zero compromete os orçamentos municipais. Ele ressaltou que a experiência em Maricá não só beneficiou a população, mas também trouxe efeitos positivos para a economia local, ampliou o acesso aos serviços públicos e melhorou a mobilidade urbana. “Posso afirmar, com anos de experiência, que a sociedade se desenvolve mais com a tarifa zero”, declarou.
No cenário atual, Maricá é a cidade brasileira que realiza o maior número de transportes diários por meio de seu sistema. Desde 2014, o município tem trabalhado para expandir o acesso à mobilidade, contando com aproximadamente 157 ônibus e 49 táxis operando nas ruas.
O sistema efetua mais de 1,3 mil viagens diárias com transporte público gratuito. A eliminação da tarifa representa uma economia significativa para as famílias, que pode atingir até 20% da renda mensal. Desde janeiro deste ano, as vans também foram incorporadas ao sistema gratuito da cidade. Além disso, o projeto de mobilidade sustentável está avançando com as berlinhas, que contam atualmente com 55 estações para adultos e 10 para crianças. Já são mais de 1 milhão de utilizações registradas.
Durante sua apresentação, Haddad enfatizou que o crescimento no número de passageiros demanda uma constante ampliação na oferta de transporte gratuito nos próximos anos.
“No primeiro ano foram 2 milhões de usuários; no último ano esse número subiu para 38 milhões. A demanda está crescendo. Para acompanhar esse aumento, é necessário que a gestão municipal invista na expansão das linhas, no aumento das viagens e na melhoria dos veículos. É preciso aumentar o número de linhas e viagens, diminuir os intervalos entre elas e garantir melhores ônibus porque qualidade é fundamental.”