Eduardo Bolsonaro apoia Zanatta como vice de Flávio e critica Mourão: “traidor” e “sem moral

Eduardo Bolsonaro, deputado federal pelo PL de São Paulo, manifestou apoio à deputada Júlia Zanatta, do PL de Santa Catarina, como uma possível candidata a vice na chapa de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e disparou críticas severas contra o senador Hamilton Mourão (Republicanos-RS), que foi vice-presidente durante o governo de Jair Bolsonaro.

Durante uma entrevista à Rede Comunica Brasil, Eduardo chamou Mourão de “traíra” e “sem caráter”, ao fazer uma comparação entre o comportamento do senador e o perfil ideal que, segundo ele, deveria ser buscado para a formação da chapa bolsonarista.

Essa declaração surge em um contexto onde a extrema direita está engajada em discussões sobre quem pode ser o candidato a vice. Eduardo destacou que Zanatta é “altamente qualificada”, além de ser leal e estar bem alinhada com os princípios do bolsonarismo.

Eduardo critica Mourão como símbolo de “traição”

A principal crítica de Eduardo foi direcionada a Hamilton Mourão, que atuou como vice-presidente de Jair Bolsonaro entre 2019 e 2022 e atualmente é senador pelo Rio Grande do Sul.

De acordo com Eduardo, as desavenças entre Bolsonaro e Mourão ocorreram devido à falta de lealdade do general, que não soube compreender seu papel. O ex-deputado enfatizou que a função do vice deve sempre complementar a do presidente.

“Os problemas que Bolsonaro teve com Mourão foram porque este não se comportou como uma pessoa leal; ele não sabia seu lugar. A atividade do vice não deve ser principal, mas sim uma função que complementa a do presidente”, afirmou Eduardo.

<pAlém disso, Eduardo mencionou uma viagem feita por Jair Bolsonaro aos Estados Unidos no final de 2022, antes da posse de Lula, criticando o pronunciamento feito por Mourão em cadeia nacional durante sua interinidade na presidência.

“Quando Bolsonaro viaja para os Estados Unidos para evitar a transição, Mourão aproveita um dia como presidente para fazer um discurso em cadeia nacional. Essa conduta é traiçoeira”, declarou.

Eduardo ainda insinuou que Mourão adotou tal postura apenas porque já havia sido eleito senador. “Esse tipo de pessoa sem caráter deve ser deixado para trás”, completou.

Tensões entre Mourão e a família Bolsonaro são antigas

A crítica de Eduardo reaviva uma tensão histórica entre Mourão e os membros da família Bolsonaro. A situação já havia sido destacada em 2019, quando surgiram indícios públicos de desconfiança entre eles dentro do governo.

Atualmente, o senador volta a ser usado como um exemplo negativo pelo bolsonarismo. Eduardo reiterou que o candidato a vice em uma chapa bolsonarista não deve realizar entrevistas ou fazer declarações contrárias ao presidente.

“Precisamos saber que não haverá traição por parte do vice; alguém que pense como nós e não dê entrevistas contraditórias ao presidente”, disse Eduardo ao defender Zanatta.

Zanatta é escolhida por Eduardo para vice na chapa de Flávio

Ao falar sobre Júlia Zanatta, Eduardo destacou suas qualificações para o cargo. Ele ressaltou características como lealdade e alinhamento ideológico com o bolsonarismo, além da defesa de pautas como legítima defesa e diminuição do tamanho do Estado.

“A Júlia Zanatta é altamente qualificada. Primeiramente, ela é leal e isso deve ser fundamental em qualquer arranjo político desse porte”, comentou Eduardo.

Segundo Eduardo, Zanatta poderia complementar o perfil de Flávio Bolsonaro. Enquanto Flávio teria um estilo mais articulador e polido, tanto ela quanto Eduardo possuem uma expressão política mais forte. “Isso complementa o Flávio”, disse ele. O ex-deputado ainda mencionou que escolher uma mulher para a vice poderia abordar questões sobre voto feminino no espectro da direita.

Zanatta se destaca nas disputas internas em Santa Catarina

A apreciação de Eduardo por Júlia Zanatta também se relaciona à dinâmica interna do bolsonarismo em Santa Catarina. Carlos Bolsonaro tem se aproximado dela estrategicamente, fortalecendo sua posição enquanto desgasta Romeu Zema entre setores da direita local.

A movimentação ocorre em um cenário marcado por tensões entre os bolsonaristas no estado. Recentemente houve um desentendimento entre Júlia Zanatta e Ana Campagnolo durante uma transmissão ao vivo sobre a possível candidatura de Carlos ao Senado por Santa Catarina.

No decorrer da entrevista, Eduardo criticou Campagnolo por insinuar que a candidatura de Zanatta seria apenas uma “cortina de fumaça”. Para ele, Campagnolo estaria tentando ofuscar uma conterrânea qualificada: “Logo ela, que sempre se apresentou como defensora dos interesses locais?”

A decisão final caberá a Flávio e Jair Bolsonaro

Apesar das suas considerações positivas sobre Zanatta, Eduardo deixou claro que a decisão final sobre quem será o candidato a vice ficará sob responsabilidade de Flávio e Jair Bolsonaro. “A decisão será deles dois; nós estaremos todos juntos nessa escolha”, afirmou.

O ex-deputado explicou que passou a apoiar o nome de Zanatta após ver outras especulações acerca possíveis vices, incluindo Romeu Zema. “Se muitos estão sugerindo Zema como vice do Flávio, por que não considerar alguém leal como Júlia Zanatta?”, questionou.

A crítica direcionada a Mourão foi o ponto alto da entrevista. Ao utilizar o ex-vice-presidente como exemplo negativo, Eduardo deixou evidente que a escolha do candidato a vice para Flávio será vista pela família como uma questão primordial de fidelidade política além das estratégias eleitorais.

By Ribeirão News

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