Coordenador da campanha de Flávio Bolsonaro critica apoiadores da PEC e os chama de “burros

Durante uma sessão na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado nesta quarta-feira (2), o senador Rogério Marinho (PL-RN), que coordena a campanha presidencial de Flávio Bolsonaro (PL), criticou os defensores da PEC que propõe o fim da escala 6×1 sem redução salarial, chamando-os de “burros”.

“A diminuição da jornada de trabalho sem alteração no salário implica que os empresários terão que arcar com novos custos. Isso é evidente e inegável, e quem afirma o contrário ou age de má-fé ou não compreende a situação”, declarou Marinho.

Por outro lado, o relator da proposta, senador Omar Aziz (PSD-AM), contestou as declarações de Marinho, ressaltando que mais de 60 membros do PL na Câmara dos Deputados apoiaram a PEC para abolir a escala 6×1. “Você está insinuando que existem pessoas irresponsáveis e sem inteligência em seu próprio partido?”, indagou Aziz.

A troca de farpas entre os senadores foi um dos pontos altos nas primeiras horas da reunião na CCJ. Aziz ainda criticou a proposta alternativa apresentada por Marinho, chamada “PEC do Trabalho Flexível” (PEC 12/2026), referindo-se a ela como “PEC do Patrão”, ao passo que a proposta em discussão seria a “PEC dos Trabalhadores”.

O relator também classificou a ideia de um contrato individual e das negociações diretas entre empregador e empregado como uma forma de “assédio ao trabalhador”.

“Quando se estabelece um contato direto com o trabalhador sob essa condição, isso é assédio. A pessoa que está desesperada por um emprego acaba aceitando, mesmo sabendo que é uma pressão. O acordo individual se caracteriza como assédio ao trabalhador, sim”, enfatizou Aziz.

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By Ribeirão News

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