Brasil registra a criação de 767 mil empregos novos em 2026

Resultados positivos foram registrados em todos os cinco principais setores da economia, com ênfase em Serviços e Construção Civil

O cenário do mercado de trabalho brasileiro continua promissor. Em maio deste ano, o Brasil gerou 72.960 novas oportunidades de emprego formal, conforme informações do Novo Caged divulgadas nesta terça-feira (30) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. Esse total é fruto de 2,20 milhões de contratações, contra 2,13 milhões de desligamentos durante o mesmo período.

Esse saldo positivo reforça a tendência de recuperação e crescimento do emprego formal no país. Entre janeiro e maio de 2026, foram criados 767.326 novos postos de trabalho, representando um aumento de 1,6% em comparação ao mesmo intervalo do ano anterior. O panorama se torna ainda mais robusto quando analisamos os últimos 12 meses: entre junho de 2025 e maio de 2026, o saldo ultrapassa a marca de 1,13 milhão de empregos formais gerados em todo o Brasil.

Crescimento em todos os setores

Um dos aspectos mais encorajadores do relatório é que todos os cinco principais grupos econômicos apresentaram resultados favoráveis em maio. O setor de Serviços destacou-se como o principal responsável pela criação de empregos, com a adição de 45.655 vagas – impulsionado especialmente pelas áreas de Saúde Humana e Serviços Sociais (14.478 postos), Atividades Administrativas (11.413) e Transporte, Armazenagem e Correio (6.227).

A Construção Civil aparece na sequência com a geração de 12.096 novos postos, seguida pela Agropecuária com 10.205 novas vagas, pela Indústria com 4.974 e pelo Comércio que, apesar de um saldo mais modesto (40 vagas), também contribuiu para o resultado geral positivo.

Destaques regionais e demográficos

No cenário estadual, 22 das 27 unidades da Federação registraram resultados positivos em maio. Os maiores números absolutos vieram dos estados de São Paulo (18.224 vagas), Espírito Santo (9.532) e Rio de Janeiro (9.195). Em termos percentuais, o Espírito Santo liderou com um crescimento de 1,02% no emprego formal, seguido por Acre (0,77%) e Piauí (0,53%).

Analisando as regiões do país, o Sudeste concentrou a maior quantidade de contratações (45.873), seguido pelo Nordeste (23.351), Norte (5.061) e Centro-Oeste (2.016). Somente a região Sul teve um saldo negativo, com a perda de 4.109 postos.

O recorte por gênero revela uma informação alentadora: as mulheres foram responsáveis pela maioria das novas vagas criadas em maio, somando um total de 51.848 empregos gerados, enquanto os homens contribuíram com 21.112 oportunidades. A faixa etária mais beneficiada foi a dos jovens entre 18 a 24 anos, que conquistaram 71.900 novos postos. No que diz respeito à escolaridade, aqueles com ensino médio completo lideraram com a criação de 60.509 vagas; em relação à raça, os pardos apresentaram o maior saldo (63.396), seguidos pelos pretos (16.136) e brancos (4.461).

Crescimento do salário médio

No mês de maio, o salário médio real para admissões foi registrado em R$2.384,10. Comparado ao mesmo mês do ano anterior – descontando as variações sazonais – esse valor apresentou um acréscimo de R$35,98 (+1,5%). Para trabalhadores considerados típicos, o salário real nas admissões foi R$2.428,13 (1,85% acima da média), enquanto para trabalhadores não típicos foi R$2.055,88 (13,77% inferior ao valor médio).

Com informações da Agência Gov

By Ribeirão News

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